January 27, 2010
Leitura
O livro Roupa de Artista – O vestuário na obra de arte de Cacilda Teixeira da Costa é uma viagem por dois caminhos que se encontram: a arte e a moda. Tudo ilustrado por obras importantes de diversos períodos da história. Necessário para inspiração e informação.
October 28, 2009
Fazendo as contas

Criar uma empresa é um desafio quaisquer que seja a área. Na indústria da moda a situação se agrava ainda mais. Um paradoxo se instala. Faltam profissionais qualificados nas áreas de costura e modelagem, mas sobram artesãos que não tem como expor a criatividade de forma direcionada. Estilistas se formam às pencas em faculdades de moda em todo território nacional, mas nenhum deles se revela como um designer criativo para representar a cultura local dentro de uma indústria global. Procuramos a identidade de um país que ainda é jovem, está em transformação e não se reconhece. O Brasil está e continuará em destaque pelos próximos 10 anos. Chegou a hora de buscarmos um lugar no mercado. Como? Cores, modelagens leves com foco na moda de alto verão, o jeans, o couro e o artesanato regional são alguns caminhos a seguir. Quem se habilita? Eu.
September 17, 2009
Waiting for the sun
Vogue June 1971
![]() Grace Coddington by John Donald
|
September 14, 2009
Herchcovitch na praia
Alexandre Herchcovitch estreou como estilista da Rosa Chá na NYFW. Ousou imprimindo estilo próprios às criações e trazendo uma nova cara para a marca com estampas poás, turbantes e biquinis mais recatados. Um maiô trançado maravilhoso remete as artes regionais de tapeçaria nacional. Nesse conceito a imagem da mulher sexy brasileira e suas roupas de banho que arrancam suspiros nas areias mundo a fora ficou esquecida. Um recomeço na conquista de novos mercados ou a mesmerização da moda praia pelo mundo?



September 8, 2009
Are you who you dress or you dress who you are?
A moda é uma forma de comunicação subjetiva. Não é preciso palavras para explicar o que cada um quer dizer quando escolhe uma roupa no armário. No entanto, cada um que nos vê entende de uma forma o nosso vestir.

Face Hunter: What she wants to express?
A bagagem cultural, junto com a necessidade de pertencer a um grupo e também se diferenciar dentro dele nos leva para a imitação de um estilo na busca pela identidade própria. A cópia afinal é o que move a indústria da moda, segundo Bourdieu. Mas deixa pouco espaço para a inspiração.
Antigamente a estrutura social definia regras de comportamento de acordo com o status. O estilo de vida se baseava nisso. Era praticamente impossível ser um nobre e habitar uma casa simples no campo. Hoje é possível mudar a classe social e alcançar o que almejamos. O estilo de vida se torna um projeto de vida.

Victoria Beckham changed her life style
Para Embacher, no estudo da semiologia da moda, o vestuário participa do desenvolvimento da identidade e é por ela construído. Verifica também a possibilidade do indivíduo ao revelar seu próprio estilo, ser capaz de tornar-se representante de si mesmo. Assim ele articula as igualdades e as diferenças que constituem e são constituídas pela história desse mesmo indivíduo.
“A grande realização humana na conquista da identidade pessoal é conseguir adequar os papéis sociais que é obrigada a desempenhar, à capacidade de pautar essa identidade pelo seu desejo.”
August 26, 2009
As duas rivais
Somente uma mulher conseguiu ameaçar a supremacia de Mademoiselle Chanel. A nova prima donna da couture declarada nos anos 30 era Elsa Schiaparelli. Uma romana, vinda de um meio rico e com parentes ilustres, entre eles, um astrônomo que dava nome a uma rua na capital da Itália e um arqueólogo que havia descoberto o primeiro túmulo do Vale dos Reis. Além de já ter um nome conhecido, ela possuia originalidade em suas criações que também refletiam a provocação que a década pedia. A concorrência entre essas duas mulheres se tornou um duelo impiedoso. Schiaparelli tinha um grupo restrito de clientes que divulgavam o talento da estilista com fervor.

Elsa Schiaparelli em seu atelier
Em 1937, a Vogue decreta que um dos tricôs dela era o “suéter do ano”. Até 1933, Chanel não tivera rival. As madames Vionnet, Lanvin, Alix, Louise Boulanger tinham clientela própria, elas não competiam entre si. “Schiap”, como era chamada, provoca confusão. Os gestos dela eram completamente diferentes dos de Chanel, mas atraíam o mesmo tipo de mulher. Ela se aproveitou das amizades de prestígio tanto que o surrealista, Salvador Dali, virou colaborador. Schiap também inova quando contrata uma jovem russa para desenvolver sua coleção de jóias. As entregas eram feitas diretamente na casa das clientes em um clima de mistério.

The Skeleton Dress criado junto com Dali para The Circus Collection em 1938
Esse embate tomou as páginas das revistas e fez a alegria dos parisienses. Mesmo assim, Chanel continuou firme com seu estilo condenando a “italiana” (como a chamava) por fazer roupas demasiado artísticas. Ela dizia: “Não há moda se ela não desce à rua. A moda que permanece nos salões não tem mais importância do que um baile de máscaras” . Mademoiselle nunca mudou a forma de ver as mulheres elegantes com base no vestuário masculino, prevendo o que somos hoje, isso a consagrou. Enfim, Coco Chanel vive atualmente nas mãos de Lagerfeld, Schiaparelli é só inspiração.

Mademoiselle Chanel com cap roubado de um marinheiro e customizado
Chanel na primeira entrevista para a televisão.
August 25, 2009
Pied de poule ring
J’ai aimée ma nouvelle bague. J’en ai achetée aujourd’hui matin. Merci Nathali!












